Perturbação Estado-Limite (Borderline) da Personalidade

A perturbação estado-limite (borderline) da personalidade é uma perturbação da personalidade que gera muito sofrimento não só para o próprio, mas também para aqueles que o rodeiam.

Quando temos uma perturbação estado-limite da personalidade podemos sentir emoções opostas e intensas (por exemplo, sentirmo-nos confiantes num dia e desesperados no outro), frequentemente sentimo-nos vazios e zangados. O nosso sentido de identidade também varia (por exemplo, dependendo da pessoa com quem estamos podemos pensar em nós próprios de maneira diferente ou podemos sentir-nos bem connosco próprios num momento e maus e inúteis num outro). Pode ser muito difícil manter relações estáveis. Se numa altura gostamos muito de uma pessoa, noutra altura podemos odiá-la. Somos impulsivos. Temos medo de ser abandonados, rejeitados ou de ficarmos sozinhos.

É frequente mudarmos várias vezes os nossos objectivos de vida, os planos de carreira, os empregos, os amigos, os valores e até a nossa identidade de género. Podemos correr riscos sem pensar nas consequências ou agredirmo-nos a nós próprios (por exemplo, fazermos cortes no corpo ou tomarmos álcool ou medicamentos em excesso) quando estamos frustrados e não conseguimos lidar com uma determinada situação. Podemos também ter pensamentos suicidas. Às vezes podemos acreditar em coisas que não são reais ou ouvir coisas/vozes que não estão presentes.

Cerca de 1 em cada 100 pessoas tem uma perturbação estado-limite da personalidade. Esta perturbação pode ainda vir acompanhada de outros problemas de saúde Psicológica, como a depressão, a ansiedade, as perturbações alimentares ou as adições.Existem intervenções eficazes para a perturbação estado-limite da personalidade. É possível controlar/gerir este problema de saúde psicológica e viver uma vida plena e satisfatória. Procure ajuda com um Psicoterapeuta.

Perturbação Bipolar

Quando temos uma Perturbação Bipolar podemos experimentar enormes variações de humor – desde períodos de comportamento muito activo e grande excitação (mania ou episódios maníacos) a uma depressão profunda. Entre estes “altos” e “baixos”, podem existir períodos estáveis.

Durante os períodos maníacos podemos sentir grande inquietação, irritabilidade, falar muito rápido, não conseguir controlar os nossos pensamentos, ter muita energia e não precisar de dormir, sentirmo-nos muito importantes e de bom humor, gastarmos demasiado dinheiro ou mesmo adoptar comportamentos de risco. Muitas vezes não temos noção do nosso comportamento enquanto passamos por estas fases. Quando elas terminam ficamos chocados com aquilo que fizemos e o efeito dos nossos comportamentos.

Durante os períodos depressivos podemos sentir um grande desespero, culpa, cansaço, dificuldade em dormir, perda de interesse nas actividades do nosso dia-a-dia. Podemos sentir-nos vazios ou ter pensamentos suicidas.

Estes episódios maníacos ou depressivos têm uma duração (semanas ou meses) variável. A frequência com que acontecem e os intervalos de tempo entre eles são igualmente variáveis. Os períodos maníacos tendem a aparecer de repente e a durar menos tempo do que os períodos depressivos. Nos períodos de estabilidade os sintomas podem estar diminuídos, mas mesmo assim terem um impacto na vida do dia-a-dia.

Existem intervenções eficazes (como a psicoterapia cognitivo-comportamental) para a Perturbação Bipolar, que permitem viver uma vida plena e produtiva. Se o seu humor oscila entre períodos de grande excitação e períodos de depressão, procure ajuda psicológica. 

Agressividade

Todos nós nos sentimos zangados de vez em quando. É uma resposta natural quando nos sentimos atacados, insultados, enganados ou frustrados. Normalmente, quando isso acontece, expressamos a nossa zanga e seguimos em frente.

No entanto, a raiva que sentimos pode ser assustadora. Faz-nos ficar tensos e é difícil lidar com ela de modo construtivo. O nosso coração bate mais depressa, respiramos e reagimos mais rápido e nem sempre conseguimos pensar bem, às vezes reagimos de uma forma da qual nos arrependemos mais tarde: podemos gritar, chamar nomes, bater em alguém ou partir objectos.

Estar zangado não é um problema, mas a forma como lidamos com a zanga e a raiva pode ser. A zanga torna-se um problema quando nos leva a magoar os outros ou a nós próprios. Quando não expressamos a nossa raiva ou a expressamos de forma e em alturas desadequadas, podemos prejudicar-nos a nós e às nossas relações.

Às vezes, a nossa zanga não é com algo que tenha acontecido no presente, mas sim no passado. Nessa altura não fomos capazes ou não pudemos exprimir a nossa zanga e, por isso, ela acumulou- se dentro de nós. O problema é que no futuro nos podemos mostrar demasiado zangados ou agressivos com uma situação diferente, que não justifica a nossa agressividade.

Quando não conseguimos controlar e expressar a nossa raiva e a nossa zanga de forma segura, isso pode ser um sinal da existência de problemas de saúde psicológica. Pode levar à depressão, ansiedade, dificuldades em dormir, adições (ao álcool, drogas), perturbações alimentares, comportamentos compulsivos ou doenças físicas.

Se a sua agressividade está associada a um problema de saúde psicológica, um Psicólogo pode ajudá-lo.

Se sente que se zanga muito depressa e muito frequentemente, às vezes por “coisas pequenas”, e que não é capaz de controlar a sua raiva, procure ajuda psicológica.