Depressão Pós-Parto

Ter um bebé é, supostamente, um momento de grande felicidade e alegria. No entanto, nem sempre as mães se sentem assim. Muitas mães, durante um período breve, sentem-se emotivas, infelizes e chorosas. Esta situação começa 3 a 10 dias após o parto e afecta muitas mães. É tão comum que é considerada normal. Muitos pais sentem-se também desta forma. Estes “baby blues”duram apenas alguns dias.

No entanto, cerca de 10% a 15% das mães desenvolvem sentimentos depressivos mais profundos e duradouros, conhecidos como Depressão Pós-Parto (DPP). A Depressão Pós-Parto desenvolve-se normalmente nas seis semanas seguintes ao parto e pode aparecer gradualmente ou de repente.

As mães podem sentir-se tristes, inúteis, sem esperança no futuro, cansadas e incapazes, irritadas e zangadas, culpadas e agressivas para com o bebé ou o companheiro. Quando as mães experienciam pensamentos sobre a morte ou fazer mal a si próprias ou ao bebé, podem ficar assustadas e sentir que estão a ficar “malucas” ou a perder o controlo. Podem sentir vergonha e não querer partilhar estes sentimentos com ninguém.

Quanto mais depressa reconhecermos os sintomas de uma Depressão Pós-Parto e encontrarmos tratamento, mais depressa a depressão passará e o sofrimento será menos grave, afectando menos a mãe e o bebé. Existem tratamentos eficazes para a Depressão Pós-Parto. Procure ajuda aqui.

Mais informações sobre a DPP em: https://www.maemequer.pt/a-vida-com-o-seu-bebe/pos-parto/corpo-e-mente/a-realidade-da-depressao-pos-parto/

Depressão

A depressão é um dos problemas de saúde mental mais comuns. Pode fazer-nos sentir tristes, desesperados, inúteis e sem valor, desmotivados e exaustos.

Pode afectar a nossa auto-estima, o nosso sono, o apetite e a líbido, podendo interferir com as nossas actividades diárias e, às vezes, com a nossa saúde física.

Veja este fantástico vídeo elucidativo, da Organização Mundial de Saúde (OMS), sobre o ‘Cão Negro’ (depressão).

Costumamos usar a expressão “estou deprimido” quando nos sentimos tristes e muito insatisfeitos com a nossa vida. Mas, normalmente, estes sentimentos passam. É normal sentirmo-nos tristes e infelizes com a perda de alguém que amamos, com uma separação ou com uma grande desilusão/frustração. Estas reacções emocionais são adequadas à situação que estamos a viver e têm uma duração limitada. Contudo, se estes sentimentos interferirem com a nossa vida e não desaparecerem após duas semanas, ou se estiverem constantemente a voltar, podemos estar deprimidos no sentido clínico do termo. Na sua forma mais leve, a depressão significa que nos sentimos mais “em baixo”.

Não nos impede de continuar com a nossa vida normal, mas torna tudo mais difícil de fazer e faz parecer que o nosso esforço é inútil e vão. Na sua forma mais grave, a depressão pode ameaçar a nossa integridade física e fazer-nos ter vontade de desistir de viver (suicídio).

A depressão manifesta-se nos nossos sentimentos (ex: sentimo-nos tristes, desesperados ou vazios; choramos facilmente e isolamo-nos dos outros), nos nossos pensamentos (ex: temos dificuldade em nos concentrarmos e tomarmos decisões; culpamo-nos sobre tudo e vemos sempre o lado negativo do que acontece), nos nossos comportamentos (ex: deixamos de fazer actividades que nos davam prazer, evitamos situações e não nos apetece falar) e no nosso corpo (ex: temos dificuldade em dormir ou dormimos demasiado, sentimo-nos sem energia e perdemos o apetite/comemos em excesso, consumimos mais tabaco ou álcool do que é habitual).

A depressão não é “fita” nem “falta de força de vontade.

A depressão não se resolve com “pensamento positivo” nem basta a pessoa “reagir”.

Se se sente deprimido, pode sentir que nada nem ninguém o conseguirão ajudar. Mas isso não corresponde à verdade: existem tratamentos eficazes para a depressão. A maior parte das pessoas recuperam de episódios e períodos depressivos. Se os seus sentimentos negativos não desaparecem, não consegue lidar com eles ou interferem com a sua capacidade de fazer a sua vida normalmente, procure ajuda.

 

Andrew Solomon e a vitalidade como ‘tónico’ no combate à depressão:

Ataques de Pânico

Às vezes, quando os sentimentos de medo e ansiedade são em excesso e nos sobrecarregam, podemos experienciar um ataque de pânico.

Um ataque de pânico é uma resposta exagerada do nosso corpo ao medo ou ao stresse. De repente somos invadidos por um conjunto de sensações intensas como o batimento rápido do coração, sensação de desmaio, suores, náuseas, dores no peito, dificuldade em respirar ou sentimento de perder o controlo. Podemos pensar que estamos a enlouquecer, a desmaiar ou a ter um ataque cardíaco. Podemos até ficar convencidos que vamos morrer, o que torna esta experiência ainda mais aterrorizante.

Os ataques de pânico acontecem e atingem o seu pico rapidamente, durando normalmente entre 5 a 20 minutos.

Os ataques de pânico podem acontecer sem razão aparente e podemos não compreender porquê. Quando experienciamos múltiplos ataques de pânico de forma completamente imprevisível e sem sermos capazes de identificar o que os provoca, podemos ter uma Perturbação do Pânico e viver no medo constante de experienciarmos um novo ataque. A mera possibilidade de experienciar outro ataque de pânico (o “medo de ter medo”) pode trazer tanta ansiedade que causa de facto um ataque de pânico.

É muito difícil lidar sozinho com os ataques de pânico e a sua intensidade e frequência podem aumentar ao longo do tempo.Existem tratamentos eficazes e várias coisas que podemos fazer para reduzir e gerir a nossa ansiedade. Se pensa que a ansiedade e os ataques de pânico estão a afectar a sua qualidade de vida, procure ajuda psicológica.